Taxa de Custódia Tesouro Direto da BM&FBOVESPA e do Agente de Custódia

Tesouro Direto Descomplicado

A Taxa de Custódia Tesouro Direto se trata de uma taxa que o investidor precisa pagar para investir no Tesouro Direto e realizar a compra e venda de títulos públicos.

Existe uma taxa cobrada pela BM&FBOVESPA e outra cobrada pelo Agente de Custódia (corretora, banco ou instituição financeira através da qual é realizado o investimento).

Mas é possível diminuir as taxas e maximizar os lucros.

Vou escrever um pouco sobre as mesmas e como elas funcionam.

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Taxa de Custódia Tesouro Direto

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A BM&FBOVESPA Cobra uma taxa de quem realiza aplicações nesse tipo de investimento.

Não importa se é IPCA, SELIC ou Prefixado, todos os tipos de títulos possuem essa taxa vinculada à aplicação.

Além disso, o Agente de Custódia faz outra cobrança, sendo a mesma também anual.

Aqui vou falar sobre essas duas taxas diferentes.

Vamos às taxas:

Taxa de Custódia BM&FBOVESPA

A BM&FBOVESPA cobra 0,30% a.a. do valor do título.

A mesma refere-se aos serviços de guarda dos títulos e de emissão de relatórios sobre a movimentação efetuada em sua conta.

É provisionada diariamente a partir da liquidação da operação de compra.

Por ser provisionada diariamente, é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título.

É cobrada até o saldo de R$1.500.000,00 por conta de custódia, se ultrapassar esse valor ficará isento do pagamento.

Taxa do Agente de Custódia

É preciso saber escolher a melhor corretora para investir no Tesouro Direto pois elas podem cobrar um valor anual de quem deseja fazer uma aplicação.

E, às vezes, a mesma pode influenciar muito no rendimento e isso pode diminuir drasticamente os lucros.

Nem todas fazem essa cobrança, existem aquelas corretoras com taxa zero.

Mas existem outros quesitos que devem ser avaliados na escolha de uma boa corretora como a credibilidade.

A porcentagem cobrada pode ser de 0% a.a. a 2,0% a.a.

Deve-se fazer uma análise daquelas que cobram menos e oferecem um serviço descente, não adianta buscar aquelas que cobram pouco e oferecem um péssimo serviço.

Temos, por exemplo, as corretoras de bancos como Itaú e Banco do Brasil cobram 0,5% a.a. de administração.

Já a corretora da Caixa Econômica cobra 0,4% a.a.

Esse valor é descontado do preço total do título, descontando do seu rendimento.

No primeiro ano de aplicação (para cobranças anuais)

Cobrada quando da compra dos títulos, sobre o valor da transação (preço unitário dos títulos vezes a quantidade adquirida), para o primeiro ano de aplicação, que finda em D+2+365 dias (onde D é o dia da compra). Caso o investidor venda o título antes de completar um ano de sua aquisição,o valor pago não é devolvido. Caso o título adquirido tenha prazo de vencimento inferior a um ano, o valor cobrado no momento da compra é proporcional ao prazo do papel.

Para demais anos de aplicação (para cobranças anuais)

Depois do primeiro ano de aplicação (D+2+365), passam a ser acumuladas diariamente e, por isso, são proporcionais ao período em que o investidor mantiver os títulos em carteira.

Obs.: Normalmente a taxa aplicada pela corretora é anual, é a forma mais comum de cobrança, mas existem outras formas com as quais pode ser efetuada a depender da forma proposta pelo agente de custódia, nesse caso deve entrar em contato com a corretora com a qual se deseja investir e pedir informações sobre isso. Podem, ainda, ser cobrada taxa por transação realizada, a depender do agente de custódia escolhido.

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Cobrança das taxas

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São cobradas semestralmente(no primeiro dia útil de janeiro ou de julho).

Quando o valor das taxas de toda a carteira ultrapassar R$ 10,00.

Ou, por título, na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros e vencimento do título) ou na venda antecipada, o que ocorrer primeiro.

Enquanto esses eventos não ocorrem, são diariamente acumuladas no extrato, sob o status de devida.

O que, não quer dizer que é exigido o pagamento imediato.

As informações sobre o recolhimento dos recursos para o pagamento devem ser obtidas junto à sua Instituição Financeira (Agente de Custódia).

De maneira detalhada, a cobrança ocorre da seguinte maneira:

Em eventos de custódia (resgate do principal, pagamento de juros) e venda antecipada, o que ocorrer primeiro, são cobradas as taxas acumuladas até então, relativas aos títulos envolvidos na operação, independente do valor acumulado por título; e

Quando a soma das taxas devidas de todos os títulos em carteira à BM&FBOVESPA e à Instituição Financeira (Agente de Custódia), por conta (em cada Agente de Custódia), ultrapassar R$ 10,00, será feita a cobrança no 1º dia útil de janeiro ou 1º dia útil de julho, o que ocorrer primeiro.

Além disso, o que mais o investidor precisa pagar?

Quem investe no Tesouro Direto, além da taxa de custódia e a da corretora, ainda precisa pagar alguns impostos.

Esses impostos incidem apenas sobre a rentabilidade, mordendo uma porcentagem do mesmo.

São eles:

IOF – Imposto sobre operações financeiras

Incide apenas sobre o rendimento obtido caso o investidor compre e venda os títulos no prazo de 30 dias, após isso não é cobrado mais.

As alíquotas se estendem de 96% do rendimento da operação, para um dia de aplicação, declinando até 0% do rendimento, para 30 dias.

Imposto de Renda

O Imposto de Renda Sobre Tesouro Direto é cobrado sempre que é efetuado o resgate de algum rendimento.

Ele é cobrado no resgate de cupons semestrais, rendimentos obtidos na venda antecipada ou no resgate do título no vencimento.

As alíquotas são regressivas e obedecem a seguinte tabela:

Imposto de Renda sobre Tesouro Direto Alíquotas

Então, as alíquotas ficam assim:

  • 22,5%, em aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20%, em aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
  • 17,5%, em aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
  • 15%, em aplicações com prazo acima de 720 dias.

Ou seja, quanto maior o tempo que manter seu investimento menor será o Imposto de Renda recolhido pelo Governo.

Como são recolhidos os valores

Tudo(taxas+impostos) é recolhido automaticamente pelo agente de custódia, descontado do rendimento do investimento.

Por isso é importante estudar bem e entrar em contato com a corretora escolhida antes de realizar o investimento para ver as taxas cobradas por ela.

Preste atenção nos rendimentos e nas cobranças para não ser passado para trás.

E, além disso, escolha um agente de confiança e que possui boa reputação no mercado.

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Conclusão sobre a Taxa de Custódia Tesouro Direto

É um valor cobrado pela BM&FBOVESPA para custear os custos de manutenção dos títulos e da emissão do saldo de investimento da aplicação para o investidor.

A mesma é no valor de 0,3% e cobrada anualmente.

Além disso, existe a taxa cobrada pelo agente de custódia, o IOF(que é cobrado caso a compra e a venda dos títulos ocorra dentro de um prazo de 30 dias no máximo) e o Imposto de Renda que é obrigatório.

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